Á caminho do desconhecido
Caminho a pouco tempo nessa estrada estreita que escolhi, mas tempo o bastante para saber as conseqüências de minha decisão.
Encontro com amigos e tento expor de forma amigável a minha fé, no entanto sou taxado por herege, rebelde, não conhecedor das “coisas de Deus”, tento enfrentar as criticas de maneira que possa ser entendido como quem já quebrou a cara e aprendeu com os próprios erros, mas é ai que as coisas pioram e me chamam de revoltado com Deus, mas não, isso não tem nada haver com Deus e sim com humanos.
Desde quando me vi rendido a fé cristã, sempre tive problemas com conceitos, sempre fui curioso, sempre ansiei respostas para perguntas geradas por fatos intrigantes. Fui gerado em uma denominação pentecostal e por lá aprendi muito acerca de como crer e me comportar referente à minha fé. Não demorou muito até eu perceber que estava sendo engessado por dogmas e suprimido por “NÃOS” inexplicáveis, e como um dos personagens dos Evangelhos, foi-me devolvida a visão e agora sim poderia sair da beira do caminho e cessar de ser dependente de outros podendo caminhar livremente pela imensidão de terra que me esperava. Senti-me como um prisioneiro que recebeu de presente sua liberdade não esperada, como um Barrabás do século XXI. Rompi, e vivo jubiloso por levar em minha consciência uma leveza existencial. Quando perguntado a que pertenço, esperando de mim uma resposta direcionada a algum rótulo teológico, respondo com imensa alegria: - Sou do evangelho.
Sigo por essa senda existencial, na qual sei que posso encontrar incertezas, medos, imperfeição, no entanto também sei que não ando só, ainda tem sete mil que não se renderam, mesmo assim se todos se renderem, tenho umas companhia pelo caminho, aliás, minha companhia é o caminho.
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