A consciência de ser




Às vezes tento encontrar sentido na missão de Jesus, embora eu o tenha já em mente, mas tento encontrar um sentido de forma pessoal, direta, objetiva. Jesus não chegou expondo uma teologia sistematizada acerca de Deus e da vida, não expôs de forma ditatorial a sua mensagem a ponto de seus ouvintes saírem feitos fanáticos o defendendo a ferro e fogo, enfim Jesus não teve a mínima intenção de causar, de “revolucionar”, “de ser igual a Deus” (Fp 2.6). Embora não tendo a intenção de causar, de “impactar”, Ele de certa forma inspirou, causou e até revolucionou.

Jesus foi totalmente subversivo

Quem não cometer pecados que atire a primeira pedra. (Jo 8.7)

Ao ser interceptado por alguns fariseus e interrogado o que devia ser feito com a mulher que havia sido pegue em adultério e julgada como “pecadora”, Jesus nada faz além de instigar a consciência dos ‘juízes imaculados’ propondo a eles um pesar na balança, e se eles se achassem menos pecadores do que ela, que executassem a sentença segundo o seu parecer. A declaração de Jesus foi um estimulo a consciência de todos quantos o escutavam, propondo uma oportunidade de se verem também como pecadores e necessitados de perdão.

Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. (Jo 8.32)

Como seria apresentar algo como verdade pra alguém que se declarava literalmente detentor da verdade? Pois bem, foi isso que Jesus fez, com essa afirmação ele estava declarando de forma subtendida que o que eles viviam era uma mentira, pois não conheciam a verdade, e eram aprisionados por essa mentira posto que fossem libertos se conhecessem a verdade. Um desafio audacioso contra a crença e a tradição, um convite a vasculhar a própria alma em busca de si mesmo.

É! Acredito que Jesus nada fez além de nos dar uma consciência de ser, uma oportunidade de conhecermos a nós mesmos.

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