Fé - demais ou fé - de menos?
“Porque todo o que é nascido
de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.” I João 5:4
Há algum tempo que estive
meditando nesse texto, e percebi enormes controvérsias diante do que falam acerca
da fé, de como a identificam, principalmente entre os evangélicos.
A fé que é anunciada entre
os que se dizem evangélicos gira em torno de uma torcida, de um incentivo ao
divido em busca de resultados beneficentes para os que a exercem, como se o
divino estivesse limitado a essa fé/torcida.
Uma fé que é usada como
moeda de comercio entre o humano e o divino, sendo assim quem tem mais compra
mais, e quem tem menos compra menos na lojinha do céu. No comercio que
sobrevive dessa fé, milagres de diferentes aspectos variam de preço em oferta
ao crente/consumidor.
É fé - demais!
O texto ao qual me refiro
no topo deste post é citado num contexto histórico totalmente diferente, onde
os cristãos (cristãos nesse caso, referente a maneira como alguns lhe
chamaram, e não referente aos adeptos do cristianismo) sofriam com
perseguições, eram vitimas de repressões do império romano, o que hoje é
considerado como vergonha já que fé/torcida garante sempre vitória. A fé apresentada
por João, se refere a maneira como os primeiros Caminhantes abraçavam a crença
em Cristo, em nenhum momento o escritor aponta para algum tipo de torcida em
volta de Deus.
A fé citada no texto aqui
apresentado não garante nenhuma vitória, ela é identificada como a própria
vitória, e detalhe, o mundo é o alvo a ser subjugado ao contrário do que vemos
presente na fé/torcida, onde a garantia que é dada é de vitória e mais vitórias
sempre focadas no mundo, pois o mundo aqui citado não é o globo terra e sim o
sentimento que nele habita (veja: Dominados pelo espírito do mundo) I Jo
2.15-17.
Pois bem, a fé genuína não
promete, ela é a promessa. A fé/torcida dá garantias de sucesso, a fé genuína é
a garantia perfeita.
Sendo assim, eu sou dos que
têm fé - de menos.
Sola Vita

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